Roupas profissionais garantem o conforto e segurança aos eletricistas?

Desde sua publicação, em junho de 1978, a Norma Regulamentadora Número 10, não havia sofrido alterações tão profundas quanto as que foram aprovadas pela Portaria 598, de 7 de dezembro de 2004. Muitos aspectos discutidos de forma tripartite foram aperfeiçoados e passaram a fazer parte da nova NR-10: Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. O sistema tripartite de discussão para a revisão de normas regulamentadoras tem se mostrado eficaz. Os resultados obtidos representam avanços negociados entre as três partes diretamente envolvidas com a segurança dos trabalhadores: sindicatos, seus legítimos representantes, empresas e governo.

Inúmeros são os benefícios da nova norma que trouxe o conceito de gestão para a prevenção e organização do trabalho em eletricidade. O planejamento e decorrentes ações dele originadas permeiam todo o conteúdo da norma e a consagrada metodologia do PDCA ( Plan / Do / Check / Act) tem sua utilização incentivada. Assuntos de crucial importância para a preservação da integridade física dos trabalhadores, tais como: prontuário das instalações, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva), treinamento, autorização para o trabalho, APR (Análise Prevencionista de Risco) e vestimentas são alguns dos temas que a norma aborda, sempre com a preocupação de que melhorias sejam sistematicamente incorporadas a cada um deles, o que evidencia a visão de gestão que baliza toda a norma.

Até a revisão da NR-10, a maioria dos trabalhadores expostos aos riscos elétricos não possuíam vestimentas capazes de agregar algum tipo de proteção no caso de acidentes que originassem arcos elétricos. Mesmo as empresas que procuravam oferecer o melhor para seus empregados adotavam roupas totalmente confeccionadas em algodão com aplicação de produto químico que lhes conferia característica ignífuga, propriedade que decrescia a cada lavagem da roupa. Ou seja, embora representasse um avanço na proteção do trabalhador, não havia garantia de sua continuidade ao longo da vida útil da vestimenta.

A nova NR-10 passou a exigir propriedades específicas das vestimentas, o que lhes conferiu o status de EPI. O item 10.2.9.2 evidencia tais propriedades: As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas. Infelizmente ainda não há, no Brasil, empresas que fabriquem um tecido com tais características. Assim, foi necessário pesquisar empresas fora do país para que pudéssemos encontrar o tecido adequado.

Uma das características fundamentais das vestimentas utilizadas pelos trabalhadores expostos a riscos elétricos é a não inflamabilidade, ou seja, o tecido que se queima na presença de chama não dá continuidade à queima quando a chama é retirada. Em termos técnicos, pode-se dizer que o tecido deve ser ignífugo. Tal característica é fundamental pelo fato de que a energia originada pela ocorrência de um arco elétrico acidental, muitas vezes, é suficiente para inflamar um tecido feito 100 por cento de algodão comum e, obviamente, a maioria dos sintéticos. Assim, após o arco elétrico, que tem a duração de fração de segundos, a continuidade da queima do tecido, se não evitada, faz com que o trabalhador acidentado seja vítima de queimaduras muito severas que podem conduzi-lo à morte

Arcos Elétricos de acordo com a NR10?

A funcionalidade da vestimenta depende da combinação das propriedades de diferentes fibras. As roupas da JGB são confeccionadas em Texíon W cuja mescla é a combinação de meta-aramida + viscose FR. Os tecidos 100% em meta-aramida são menos confortáveis pois absorvem apenas pequenas quantidades de vapor e fazem com que o usuário comece a suar muito rapidamente. Em contraste, a viscose FR é resistente a chama e por ser uma fibra natural possui excelente absorção de umidade e respirabilidade. A fibra de viscose FR incorporada a meta-aramida, é permanentemente resistente a chama.

A grande vantagem em relação ao algodão tratado, é de que o usuário tem a garantia de que a resistência a chama não diminuirá com as sucessivas lavagens.

Texíon W 51

– ATPV 8 ( classe 2 ) com apenas uma camada de 260 gr/m2
– permanentemente resistente a chamas
– resiste a lavagens sem alterar a gramatura
– excelente proteção térmica
– fibras de alta resistência mecânica, que aumentam a vida útil da roupa
– conforto e maciez
– não produz pilling ( bolinhas ) com o uso
– ótima solidez à luz com sucessivas lavagens

 Para as classes 3 e 4 – ATPV 25 e 40 – é projetada as vestimentas com múltiplas camadas de acordo com o grau de risco de sua empresa de acordo com a NR 10.